Meire foi trabalhar em mais uma segunda-feira normal. Prazos, datas... Foi recebida sob abraços e cantorias, batidas nas costas de aparente admiração. Recebeu milhões de mimos: flores, balas, cartinhas, cartões, borracha, lápis. "Feliz dia dos professores!" - diziam. "Professor se doa!" "Pra ser professor tem que ter dom." "Professor tem que estar na luta sempre."
Professora Meire foi lutar. Recebeu milhões de mimos: balas e borracha numa única composição.
"Professor é vagabundo." "Se tem lousa e mesa tá valendo." "Só dá aula." Feliz dia dos professores, eles diziam.
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